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Mapeamento Objeto-Relacional da Teoria à Prática PDF Imprimir E-mail
Escrito por Diego Botelho   
Dom, 25 de Outubro de 2009 00:00
Índice do Artigo
Mapeamento Objeto-Relacional da Teoria à Prática
Introdução
A Classe Cliente.php
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Nota: Artigo publicado originalmente no portal PHP Brasil em 2007 e devido a tamanha repercussão resolvi disponibilizá-lo também aqui no site.

Neste artigo irei falar resumidamente sobre mapeamento objeto-relacional que consiste em uma
abordagem que permite a construção de sistemas utilizando o paradigma da orientação a objetos com a persistência destes objetos em bancos de dados relacionais como o Mysql.


Utilizando-se de técnicas e estratégias específicas, é possível mapear classes com seus atributos e associações para o modelo relacional.

Os bancos de dados orientados a objeto são mais adequados para a persistência de objetos manipulados por aplicações orientadas a objeto, devido à utilização do mesmo paradigma. Porém a indisponibilidade atual destes bancos de dados, seja devido ao custo, diversidade ou amadurecimento do mercado, faz com que seja necessária a busca de alternativas para a realização da persistência.

Desenvolvendo projetos desta maneira você estará contribuindo para a reutilização do seu código em diferentes áreas do seu sistema e até mesmo de projetos futuros, sem falar da legibilidade e do aspecto profissional agregados ao seu código.

Mais como seria esse mapeamento na prática?

Suponha que tenhamos as seguintes tabelas do DER abaixo no nosso banco de dados:




A partir delas iremos construir nossas classes, lembrando que a ordem não importa, conheço
algumas pessoas que costumam fazer a modelagem do banco de dados primeiro, depois as tabelas
e outras que modelam primeiro seus objetos para somente então, partir para a construção do DER.

Abaixo está o diagrama de classes que representa as tabelas do DER:

Obs.: Sinais de visibilidade de atributos e métodos utilizados seguindo os padrões da UML

Onde o sinal de "+" => private; "-" => public; "#" => protected





No diagrama de classes, cada tabela do banco de dados foi mapeada para uma classe, onde
o nome da classe é o mesmo nome da tabela só que no singular e sem o prefixo.

Os atributos possuem visibilidade private, ou seja, somente os métodos internos a classe
é que poderão acessá-los diretamente, para objetos externos acessarem estes atributos,
deve-se utilizar as propriedades modificadoras, os famosos get e set, se o atributo for
somente de leitura você pode omitir a propriedade set.

O método __construct pode ser utilizado para setar os valores default de cada atributo.

Relacionamentos:

No DER temos o relacionamento 1 para n indicando que uma categoria pode conter nenhum
ou vários clientes, porém um cliente só está ligado a uma categoria.
Para construir o relacionamento inserimos a chave estrangeira cli_idCategoria na tabela
de clientes ligando-a com a chave primária cat_id da tabela de categorias.
No diagrama de classes também temos os atributos cli_idCategoria e cat_id, só que como
o objeto Cliente é responsável por conhecer a sua categoria, criamos o atributo objCategoria
na classe Cliente, desta forma, assim que utilizarmos o método $objCliente->carregar(),
este terá que chamar o método $this->objCategoria->carregar().
Estes métodos devem recuperar os dados de um determinado registro no banco e setá-los
em cada atributo do objeto.

Para que possamos identificar qual registro deve ser recuperado, setamos o id do objeto:



A implementação dos métodos CRUD (Create, Read, Update e Delete), ou seja, cadastrar, carregar,
alterar e excluir, vai depender de quantas camadas sua aplicação estará dividida.

O ideal é que nas classes Cliente e Categoria você só realize operações envolvidas com a camada
de negócios, fazendo com que estes métodos chamem outros métodos de uma camada de nível
mais baixo, como por exemplo DaoCliente::carregar() e DaoCategoria::carregar().
(Dao vem de Data Access Object)

Estas classes sim é que poderiam ter métodos com cláusulas SQL como SELECT, INSERT, UPDATE E DELETE.

Da mesma forma, você pode criar classes de nível mais alto para gerenciar a camada de
apresentação, nestas classes você irá tratar códigos HTML, Javascript, CSS e etc.

Codificando desta forma seus objetos ficarão muito mais reutilizáveis!!

Então chega de conversa e mãos a obra! Na próxima página postei o código fonte das classes.



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Última atualização em Seg, 14 de Dezembro de 2009 07:54